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EVANGELHO DE MATEUS

Hoje iniciamos o estudo sobre os Evangelhos, começando por Mateus. Como apóstolo, Mateus seguiu Jesus, e foi uma das testemunhas da sua Ressureição e Ascenção. O Evangelho segundo Mateus não é o primeiro a ser escrito, mas foi colocado no começo do Novo Testamento (Nova Aliança), porque era o mais apropriado para anunciar a passagem das promessas contidas no Antigo Testamento para a sua realização em Jesus Cristo e por meio d’Ele. Mateus procura mostrar como na pessoa e na obra de Jesus se cumpriram as Escrituras, que falavam profeticamente da vinda do Messias. Em seus relatos, Cristo realiza as Escrituras não só cumprindo o que elas anunciam, mas aperfeiçoando o que elas significam (5,17-20). Assim, os textos neste Evangelho confirmam a fidelidade aos desígnios divinos e, simultaneamente, a novidade da Aliança em Cristo.

De todos os evangelistas, Mateus é aquele que apresenta uma didática mais clara: a Palavra de Jesus é sempre apresentada como resultado de uma ação, e toda ação é sempre ensinamento, anúncio. A comunidade cristã, lendo Mateus, é convidada a olhar para dentro de si mesma, afim de descobrir a presença de Jesus, que ensina a prática da Justiça. Desse modo, a comunidade aprenderá a dizer a palavra certa e a realizar a ação oportuna, no tempo e lugar em que está vivendo.

Mateus é o mais judaico e o mais palestinense de todos os evangelhos, sendo aquele que mais se interessa nas relações de Jesus com a Lei. Ele quer mostrar que Jesus e sua ação realizam tudo o que o Antigo Testamento anunciava, pedia e prometia. Afirma que o cristianismo é ruptura com a religião judaica, cristalizada em formas e vivências que já estavam muito distantes do projeto de Deus revelado em Jesus. Mostra que as comunidades não devem ficar fechadas em si mesmas, mas se abrir para todos, levando a todos os tempos e lugares a palavra e a ação que libertam para a vida nova. É o único evangelista que menciona e Igreja (ecclesia) em seus escritos, enfatizando a sua obediência.

O Evangelho de Mateus nos orienta na construção da comunidade e nos ajuda a romper com padrões ultrapassados para entrar com liberdade e fidelidade no novo paradigma onde todos somos filhos e filhas de Deus. Por estas e outras razões foi considerado desde o século II como o “Evangelho da Igreja”, o mais apropriado para as ações litúrgicas públicas.

Assim, no coração deste Evangelho o discípulo descobre Cristo ressuscitado, identificado com Jesus de Nazaré, o Filho de David e o Messias esperado, vivo e presente na comunidade eclesial.

 

Lucia Ramos – Teóloga (PUC- Rio) e catequista – PSF

Viva São José!

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Nesta segunda-feira, dia 19, os fiéis da Paróquia Sagrada Família, em Realengo, participaram da Missa em comemoração ao padroeiro da Igreja Católica.

A celebração foi presidida pelo Padre Jairo Dias, que em seu sermão fez reflexões sobre a devoção e explicando que sua finalidade é transformar os santos em espelhos na caminhada de fé.

Alegrem-se todos, rejubilem em festa: hoje vos nasceu o Salvador, que é o Cristo Senhor!

Mais uma vez, centenas de fieis se reuniram para celebrar o nascimento de Jesus em nossa Igreja, lotada. Era a celebração de uma das datas mais importantes do nosso ano litúrgico, o nascimento do nosso salvador. Durante a homília, o Padre Jairo frisou a certeza histórica do nascimento de Jesus, fato marcado por uma data, um lugar, uma realidade concreta. “Jesus não é um et, ele não veio prontinho do céu. Ele nasceu homem, o divino se fez homem”, disse o padre, já adiantando o evangelho do dia seguinte, que abordaria a face divina do nascimento de Jesus, encarnação do Verbo de Deus.

Na 1º leitura, vemos o anúncio de um menino, descendente de David, que acabará com o sofrimento e iniciaráuma era de alegria e paz sem fim. Na 2º leitura, um clamor para que sejamos comprometidos com Cristo, identificados com sua vida, porque Ele nos ama verdadeiramente. Finalmente, no Evangelho, se realiza a promessa de Deus: nasce o “menino de Belém”, nasce o nosso Salvador. Foi na simplicidade de um estábulo, cercado por animais, que Jesus veio a nós. O nosso Rei e Salvador nasceu na humildade, para nos ensinar a sermos humildes.

Juntemo-nos aos anjos dos céus e engrossemos o louvor da corte celeste que proclama:

“Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”.

 

Jefferson Evaristo
Pascom – P.S.F