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Reflexões sobre a JMJ Rio 2013

Por Luana Clara

Neste quinto dia de encontro da II Semana da Juventude, cerca de 100 pessoas se reuniram na Paróquia Sagrada Família para ouvir Adam Lopes, integrante do setor de voluntários na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), contar a história e curiosidades sobre o evento.

O palestrante destacou a importância do lema da JMJ, “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”, Mateus 28, 19. “Que o movimento de mobilização da Jornada nas pastorais e paróquias continue e possamos apresentar Jesus a quem não conhece. Porque nós, como discípulos, temos a missão e o dever de fazer discípulos em todos os lugares”, exortou.

Adam também atentou que a missão evangelização às vezes começa dentro de casa e compartilhou o testemunho de conversão de sua mãe que após seus insistentes convites, passou a acompanhá-lo nas Missas,  depois voltou a se confessar e, desde então, comunga há 11 anos. “O Papa João Paulo II disse: ‘Se os jovens soubessem a força que tem, incendiariam o mundo’”, declarou o palestrante, motivando o coração dos presentes.

No encerramento do bate-papo, Lopes explicou para a plateia que o objetivo da edição carioca não é quebrar o recorde da Filipinas, de 4 milhões de pessoas, e sim ser a mais santa. “Espero que cada jovem possa acolher o chamado de Deus e fazer discipulos onde for e como for, segundo a vontade de Deus”, afirmou.

A segunda parte do encontro ficou a cargo de Jefferson Evaristo que, além de dividir sua experiência e relação com a JMJ Rio 2013, comandou a dinâmica “Como eu posso começar a viver o lema da JMJ?”. Dividos em grupos mistos, jovens e adultos refletiram e compartilharam sobre os bônus e ônus do evento para a cidade.

Programação de Sábado: Amanhã será um dia especial. Começaremos a noite mais cedo, as 18h30, com adoração e palestra sobre as diferentes vocações. Após, a galera vai para a Praça da Cohab onde será realizado um Lual, com muito louvor e encenação teatral.

A Paróquia Sagrada Família fica na Rua Paula Ney, 501, Realengo. Mais informações: 3333-3224.

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Ficai atentos, porque o futuro da humanidade passa pela família

Esta foi a principal mensagem da noite do dia 23/01. Janaina e Fábio foram os palestrantes da noite, junto com seus três filhos
Por Jefferson Evaristo
Da esquerda para direita: a filha mais velha, Maria Eduarda, a mãe Janaina, o caçula Gabriel, o pai Fabio e do meio, Ana Beatriz

Da esquerda para direita: a filha mais velha, Maria Eduarda, a mãe Janaina, o caçula Gabriel, o pai Fabio e do meio, Ana Beatriz

Logo no início, Janaína começou dizendo que sempre foi muito engajada na Igreja e que conheceu seu marido na época do grupo jovem. Amor nascido diante de Deus, que hoje tem como frutos a Maria Eduarda, de 13 anos, participante do grupo jovem, a Ana Beatriz, 10 anos, que acabou de fazer a primeira comunhão e entrou no grupo de coroinhas; e o Gabriel, de 8 anos, que está acabando a catequese e vai poder “se comungar”, segundo suas inocentes palavras de criança.
Em sua partilha, Janaína foi categórica: de nada adianta ser da Igreja, rezar, participar de uma pastoral se dentro de nossas casas nós não amarmos nossa família. Isso não é ser cristão de verdade, mas fingir uma santidade que não existe. Por isso, os maridos devem amar suas esposas, entendê-las, respeitá-las. As mulheres devem ser as santificadoras de seus lares, as incentivadoras de seus maridos, as suas parceiras. E os filhos devem ser obedientes em tudo aos seus pais. E que uma das palavras mais importantes pra família é a de Colossenses 3,13: “Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente”. Suportai-vos é ser suporte, é ajudar a seguir em frente.
Em seguida, citou um estudo do IBGE, que afirma que atualmente há muitas formas de “família”, com avós e netos, mãe e filhos, pai e filhos, filhos de casamentos diferentes vivendo juntos e etc. Mas que nenhuma destas formas de família substitui a verdadeira instituição familiar com pai e mãe casados. Neste ponto, a mídia é a maior destruidora do conceito de família, porque constantemente nos é passada uma imagem de normalidade nestas situações, como se a família fosse uma instituição falida. A verdade, segundo Janaina, é que a família é a base da construção de um mundo novo. É em família que aprendemos a viver em sociedade, a respeitar e amar as pessoas.
Segundo a palestrante, o amor à família não é condicionado a nada. Cristo quando institui o mandamento de honrar aos pais não coloca nenhuma condição para que isso aconteça. É amor universal. E para os jovens, a construção de uma família santificada começa em um namoro santificado. Todo namoro precisa ser vivido a três, entre o namorado, a namorada e Deus.
Por fim, ficaram dois convites, um para sermos uma família para os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, para amá-los e recebê-los, e outro para amarmos nossas famílias, sem colocar condições para viver este amor.

É dada a largada para os encontros da juventude

Por Luana Clara

Não haveria dia melhor que hoje, quando comemoramos os festejos do padroeiro de nossa cidade, São Sebastião, jovem morto por não renegar a Cristo, para a abertura da II Semana da Juventude na Paróquia Sagrada Família, em Realengo. E para marcar os inícios das atividades, a juventude da comunidade encenou uma peça convite para os paroquianos.

Da esquerda para a direita: Diego Jeronimo, Victor Emanuel, Ohana Coutinho e Fabiola Bras

Da esquerda para a direita: Diego Jeronimo, Victor Emanuel, Ohana Coutinho e Fabiola Braz

O texto, de autoria de Carlos Maia, retratou os caminhos rumo a felicidade oferecido a Renato (Diego Jeronimo), representados pelas Drogas (Victor Emanuel) e Luxúria (Ohana Coutinho),  que levam à morte espiritual e física. E para tirá-lo do caos um convite para a semana de debates, feito por Fabiola Braz e estendido a toda comunidade.

“A peça apresenta a realidade que vemos diariamente. E tem como objetivo chamar a atenção para os problemas que acontecem com os jovens e despertar em todos a nossa missão missionária”, conceitua Maia, que faz parte da Pascom e Liturgia.

Programação – A semana de encontros irá até o dia  27 de janeiro, sempre às 19h, na Paróquia Sagrada Família (Rua Paula Nei, 501), em Realengo. O evento, que tem como lema “ Eis-me aqui, envia-me” (Is 6, 8), será uma preparação dos jovens para o apostolado neste ano missionário da Jornada Mundial da Juventude em nossa cidade. Mais informações: 3333-3224.

II Semana da Juventude 2013

II Semana da Juventude

II Semana da Juventude

Domingo, 20 de janeiro de 2013

Louvor, adoração, pregações, dinâmicas, um convite a cumprir nosso chamado a ser luz do mundo. Assim será a Semana da Juventude que irá de 20 a 27 de Janeiro. Esperamos por você! Compartilhe, traga seus amigos!

Programação

• 20/01/2013 (Domingo) – Abertura: Peça teatral em todas as Missas, fazendo o convite para participação da semana.

• 21/01/2013 (Segunda) – Palestra “Cristo que chama e a Juventude que responde”

• 22/01/2013 (Terça) – Palestra “A influência das tribos na formação dos Jovens”,

• 23/01/2013 (Quarta) – Palestra “O futuro da humanidade passa pela Família”,

• 24/01/2013 (Quinta) – Palestra “O jovem e a maturidade afetiva”,
• 25/01/2013 (Sexta) – Palestra “Ide e fazei discípulos em todas as nações”,

• 26/01/2013 (Sábado) – Palestra “Eis-me aqui, envia-me”. Será uma mesa redonda com testemunhos vocacionais.

Conto com a presença de todos. Grande abraço.

Atos dos Apóstolos

Atos dos Apóstolos foi o segundo livro inscrito por São Lucas. Dedicou o livro para Teófilo (teós + filos = Amigo de Deus), para mostrar os últimos momentos de Jesus na Terra e o início da Igreja Primitiva.

 Para Lucas, o Antigo Testamento é o tempo de Deus Pai; os Evangelhos, o tempo de Jesus; e de Atos dos Apóstolos em diante, é o tempo do Espírito Santo, isto é, da Igreja (mas a Trindade esteve sempre presente em todos os momentos). Quando Jesus termina sua missão, começa a missão dos Apóstolos e da Igreja de serem testemunhas de Jesus. O projeto de Deus é universal, visa atingir todos os povos: Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da Terra.

 O Antigo Testamento tem por base as doze tribos de Israel, no Novo Testamento terá por base os doze Apóstolos. Pedro é o líder do grupo e aparece sempre em primeiro em todas as atividades importantes da Igreja que nasce.

 Quem guia toda a caminhada da Igreja é o Espírito Santo. Todos estão cheios do Espírito que é derramado em abundância. A Igreja nasce em Pentecostes (At 2), mas Jesus já tinha anunciado (Mt 16, 18).

A partir da vinda do Espírito Santo, os Apóstolos começam a Missão de Anunciar Jesus para todas as pessoas. A partir das missões foram se fundando as primeiras comunidades.

 Algumas características das primeiras comunidades: são perseverantes; seguem o ensinamento dos Apóstolos; eram fraternas, unidas, viviam em comunhão; partiam o pão da Eucaristia e da caridade; assíduos na oração; viviam no temor, isto é, o respeito por Deus; viam e valorizavam os sinais de Deus; partilhavam os bens e a vida; freqüentavam o Templo e as casas; viviam na alegria e na simplicidade; louvavam a Deus; etc…

 No judaísmo eram somente os homens que contavam. Na Igreja que cresce vamos percebendo como é importante a participação das mulheres que vão buscando seu espaço. Elas aparecem rezando (At 1,14); aderindo à Igreja (5,14; 8,12); também são perseguidas (8,3; 9,2); E ajudam a formar a primeira comunidade na Europa (16,11-15), etc.

 A Igreja nasce e cresce em meio a muitos problemas e também dificuldades. Estêvão é o primeiro mártir e um dos sete primeiros diáconos. Ele morre como um justo (a exemplo de Jesus) contemplando a glória de Deus (At 7,55); entregando o espírito a Deus (7,59) e perdoando seus perseguidores (7,60).

O responsável pela morte de Estêvão é um jovem fariseu chamado Saulo. No caminho em direção a Damasco, onde ia prender cristãos, o Senhor lhe aparece. E é a partir daí que toda a sua vida muda. O perseguidor passa a ser perseguido. E torna-se o grande missionário. A ele cabe a evangelização dos gentios (= pagãos). Saul é a forma hebraica do nome. Saulo é em aramaico. E Paulo é em grego, que passa a ser usado a partir de At 13,9.

Uma passagem importante e difícil foi a entrada dos gentios no Cristianismo. A princípio toda a evangelização foi aos judeus e aos poucos a Igreja foi assumindo a sua dimensão universal, aberta a todos os povos, conforme as profecias. Houve dificuldades. Pedro foi quem deu o primeiro passo, depois de receber uma visão de Deus (At 10,1-43). Os gentios também tiveram o seu Pentecostes (10,44-48). Mas alguns judeus queriam impor a eles a circuncisão e toda a Lei do Antigo Testamento.

A comunidade deu muitos títulos a Jesus. Os três principais são: Jesus, que significa Deus salva ou o Salvador; Cristo, é o Messias ou o Ungido ou o Prometido no AT; Senhor, é Kyrios em grego, é nosso Deus! Outros títulos: o Santo, o Servo, o Justo, o Nazareno, o Autor da Vida, a Pedra Angular; o Profeta, o Filho do Homem; o Caminho, o Ressuscitado, etc.

Depois do Concílio de Jerusalém, Lucas passa a dar destaque à atividade missionária de Paulo e suas viagens. Termina com a viagem de Paulo e sua chegada a Roma onde será julgado. Mas Lucas prefere não relatar o martírio de Paulo, prefere que o livro termine com o herói vivo. Jesus continua vivo porque ressuscitou. Paulo continua vivo porque a Igreja cresce e continua sua missão

Agora começa a nossa missão. “Repletos” do Espírito Santo, devemos ler a Bíblia, viver em comunidades, ser testemunhas, assíduos na oração, praticar a caridade – sobretudo com os mais necessitados –, formando uma Igreja alegre e fiel ao projeto de Jesus Cristo! Como os Apóstolos, em nossa Paróquia, estamos em Missão Popular, também para anunciar Jesus. Nossa missão é sermos Teófilos, isto é, os Amigos e Amigas de Deus hoje!

Diego Jerônimo

Catequista e Vice Coordenador Geral da JMJ – PSF

Festa da Primavera na Paróquia Sagrada Família.

 

No último final de semana, festejamos na paróquia Sagrada Família, a Festa da Primavera. Foram dois dias de festa onde a comunidade pode se reunir para ouvir boa música, reencontrar amigos e bater um bom papo.  Dois dias de muita diversão para as crianças, estas que como sempre, aproveitaram bastante.

 

A comunidade compareceu e deu o brilho que a festa precisava para se realizar. Importante também destacar o esforço e empenho das pastorais: a união de todos no sentido de fazer a festa acontecer. Cada um do jeito que pode, contribuiu de alguma forma, e essa união, esse empenho, resultou em um belo final de semana em família.

 

A Festa da Primavera contou com uma variedade de barracas, onde a comunidade aproveitou as delícias: hambúrguer, churrasco, tortas diversas, cachorro quente, salgadinhos, pastel, enfim, comida para todos os gostos. As crianças aproveitaram os brindes da barraca da Pescaria.

 

Ao longo dos dois dias de festa, a comunidade pode assistir o desfile das candidatas a Rainha da Primavera, assim como também prestigiou um número de dança apresentado pelas crianças da catequese, sob a orientação das Catequistas. Ao fim do segundo dia de festa, chegou o grande momento da comunidade conhecer a Rainha da Primavera 2012, Marcelle Mirandelle,  que assim como as demais desfilou lindamente, mas que através de um sorteio, para que não existir nenhuma possibilidade de se cometer uma injustiça, acabou vencendo a coroa da Festa .

 

Importante salientar a presença, ao longo de todo o final de semana, do pároco da Sagrada Família, Jairo Dias, que participou o tempo todo junto com a comunidade. Foi, sem dúvidas, um final de semana memorável, onde todos puderam se divertir, aproveitar uma boa comida, rever amigos, celebrar a união e a alegria de estar juntos, afinal, comunidade unida é sinal de que o Senhor está conosco e de que cada vez mais estamos no caminho certo.

 

Agradecemos a Comunidade Sagrada Família por ter participado e possibilitado a realização de uma festa tão bonita. Que continuemos sempre unidos em nome do Senhor que é Pai, Filho e Espírito Santo.

 

AMÉM.

 

Carlos Eduardo Aleixo – PASCOM PSF

 

EVANGELHO DE MATEUS

Hoje iniciamos o estudo sobre os Evangelhos, começando por Mateus. Como apóstolo, Mateus seguiu Jesus, e foi uma das testemunhas da sua Ressureição e Ascenção. O Evangelho segundo Mateus não é o primeiro a ser escrito, mas foi colocado no começo do Novo Testamento (Nova Aliança), porque era o mais apropriado para anunciar a passagem das promessas contidas no Antigo Testamento para a sua realização em Jesus Cristo e por meio d’Ele. Mateus procura mostrar como na pessoa e na obra de Jesus se cumpriram as Escrituras, que falavam profeticamente da vinda do Messias. Em seus relatos, Cristo realiza as Escrituras não só cumprindo o que elas anunciam, mas aperfeiçoando o que elas significam (5,17-20). Assim, os textos neste Evangelho confirmam a fidelidade aos desígnios divinos e, simultaneamente, a novidade da Aliança em Cristo.

De todos os evangelistas, Mateus é aquele que apresenta uma didática mais clara: a Palavra de Jesus é sempre apresentada como resultado de uma ação, e toda ação é sempre ensinamento, anúncio. A comunidade cristã, lendo Mateus, é convidada a olhar para dentro de si mesma, afim de descobrir a presença de Jesus, que ensina a prática da Justiça. Desse modo, a comunidade aprenderá a dizer a palavra certa e a realizar a ação oportuna, no tempo e lugar em que está vivendo.

Mateus é o mais judaico e o mais palestinense de todos os evangelhos, sendo aquele que mais se interessa nas relações de Jesus com a Lei. Ele quer mostrar que Jesus e sua ação realizam tudo o que o Antigo Testamento anunciava, pedia e prometia. Afirma que o cristianismo é ruptura com a religião judaica, cristalizada em formas e vivências que já estavam muito distantes do projeto de Deus revelado em Jesus. Mostra que as comunidades não devem ficar fechadas em si mesmas, mas se abrir para todos, levando a todos os tempos e lugares a palavra e a ação que libertam para a vida nova. É o único evangelista que menciona e Igreja (ecclesia) em seus escritos, enfatizando a sua obediência.

O Evangelho de Mateus nos orienta na construção da comunidade e nos ajuda a romper com padrões ultrapassados para entrar com liberdade e fidelidade no novo paradigma onde todos somos filhos e filhas de Deus. Por estas e outras razões foi considerado desde o século II como o “Evangelho da Igreja”, o mais apropriado para as ações litúrgicas públicas.

Assim, no coração deste Evangelho o discípulo descobre Cristo ressuscitado, identificado com Jesus de Nazaré, o Filho de David e o Messias esperado, vivo e presente na comunidade eclesial.

 

Lucia Ramos – Teóloga (PUC- Rio) e catequista – PSF

Os Livros Proféticos

Este conjunto de livros da Bíblia recebe este nome por terem sido escritos por diversos profetas, homens que ouvindo a voz de Deus, falam em seu nome inspirados pelo Espírito Santo. O profeta não é portanto uma pessoa que prevê o futuro, mas uma pessoa que fala em nome de Deus, que transmite ao povo uma mensagem que é a própria voz de Deus.

Em geral, cada um dos livros que compoem este bloco recebe o nome do profeta que o escreveu ou inspirou os escritos, que foram compilados por seus discípulos. Subdividem-se em profetas menores e profetas maiores, não porque uns sejam mais importantes que outros, mas simplesmente pela extensão de seus escritos. Temos então os profetas maiores com Isaías, Jeremias (que também teria escrito Lamentações), Ezequiel e Daniel. Já no grupo dos profetas menores encontramos os escritos de Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias, além de Baruc. Os escritos deste último profeta não são encontrados nas Bíblias protestantes, como outros livros que vimos no decorrer da semana.

O ponto de partida da vocação profética está numa profunda experiência de Deus. O profeta faz uma leitura dos sinais dos tempos, por isso é que muitas vezes sua mensagem se centra no âmbito social e político. Denunciam os erros do povo e das autoridades: idolatria, misticismo, ritualismo, culto vazio, falsos profetas, sacerdotes infiéis, pecados da monarquia, imoralidade dos comerciantes, avareza e cobiça dos latifundiários… podemos encontrar também escritos sobre conversão e anúncio de esperança, eixos centrais das profecias do Antigo Testamento.

Vejamos agora estes profetas com mais calma.

Lamentações – Coleção de 5 cânticos, que choram a queda da cidade Santo Jerusalém em 587 a.C. No primeiro Cântico, o poeta e a cidade personificada lamentam a destruição de Jerusalém e reconhecem a culpa do povo. No segundo Cântico, o autor lastima a punição de Jerusalém e exorta a cidade à penitencia; Jerusalém pede misericórdia. No terceiro Cântico, se descreve a sua dor diante da desgraça de Jerusalém e sua esperança na Misericórdia divina. O Quarto Cântico nos fala mais uma vez da ruína de Jerusalém. O último tem forma de oração (a Vulgata Latina diz que é o cântico de Jeremias). Implora o auxilio de Deus para a ruína de Jerusalém e prediz a ruína de Edon, povo vizinho de Judá.

Daniel – Em Hebraico significa “Deus é meu Juiz”. Daniel é um hebreu deportado para a Babilônia levado para a corte de Nabucudonosor, onde recebeu o nome de Baltazar. Foi fiel à lei de Deus mesmo em ambiente Pagão, sendo cumulado com dons diversos de sabedoria, se tornando um homem notável. Daniel embaraçava o Rei e os seus sabios, onde o Rei reconhecia direta ou indiretamente a santidade do Deus de Daniel.

Baruc – Foi companheiro, escriba de Jeremias. Acompanhou Jeremias durante a queda da Cidade Santa. É uma coletânea de três peças que supõem o povo de Judá exilado na Babilônia. É característico do livro: o louvor à Sabedoria (especialmente); exortação aos exilados para que não caiam na idolatria do ambiente Babilônico; chamado de atenção para a inércia dos ídolos.

Amós – É o mais antigo dos profetas (780-750). Nasceu em Técoa, aldeia ao Sul de Belém (Judá). Dedicava-se a cuidar de gado (Pastor), sendo chamado por Deus a ser profeta em Israel. Homem simples de linguagem franca e rude, profetizou sobre Jaboatão II – Monarca que tinha lucro na construção das casas, depravação dos costumes, culto idolátrico. Amós censurou os vícios e predisse a salvação para os bons. Falou contra a hipocrisia e a incoerência de vida.

Oséias – Único profeta nascido no reino do Norte. As relações de Javé e Israel são simbolizadas pelo casamento de Oseias, que se casa com uma mulher leviana (Gomer) que o engana e cai na escravidão depois de abandonar Oseias, mas é resgatada poe ele. Significa a união do Senhor com seu povo, violada por Israel pela infidelidade cultuando deuses Cananeus. O centro de seu livro é a imagem do casamento, análoga ao relacionamento de Deus com Israel. É o primeiro livro da Bíblia a usar de forma clara a imagem do amor esponsal.

Miqueias – Profetizou sob Joatã, Acaz e Ezequias, reis de Judá. Miqueias não poupa os gananciosos, os credores sem comparação, os comerciantes fraudulentos, as famílias divididas, os sacerdotes e profetas cobiçosos, os chefes tirânicos, os juizes venais.

Sofonias – Exerceu sua atividade sob o piedoso rei Josias. Censurou o culto de falsos deuses, modas estrangeiras, injustiça sociais. A mensagem principal é o anuncio do dia do Senhor.

Naum – O livro começa por um salmo. Natural de Elcós, cidade desconhecida, trata da queda de Nínive. O salmo descreve a esplendorosa manifestação de Javé, exprime o calor da alma de Israel diante do seu inimigo tenaz, o povo assírio.

Isaias – Era filho de uma família ilustre de Jerusalém erudito poeta e estilista. Foi conselheiro dos reis Joatã, Acaz e Ezequias em uma época de grande infidelidade do povo e da corte. Este livro é atribuído a escola de Isaias. Por suas profecias messiânicas, é considerado o “Evangelista do Antigo Testamento”. Dividide-se em 3 partes:
1- Isaias (1-39) – Supõe-se que é descrita uma condição histórica em que viveu o profeta Isaias. É uma coleção de dizeres, dispostas sem estrita ordem cronológica, contendo notáveis profecias messiânicas. Em (Is 7,10-25) o messias aparece como Emanuel, que nascerá de uma Jovem (Virgem); em (9,1-7) nasce o Menino prometido como “Admirável conselheiro, Deus forte, Pai do século futuro, Príncipe da Paz”. (11,1-9) o trono de Davi floresce e produz um rebento, que é o Messias, este faz descer sobre a terra a plenitude do Espirito do Senhor e cumpre as promessas de restauração da natureza violentada pelo pecado. Por tudo isto é considerado um dos maiores profetas do Antigo testamento.
2- Isaias (40-45) – Exílio da babilônia; de autores anônimos, estes pregaram e escreveram na Babilônia, anunciando aos Israelitas aí deportados a iminente libertação e a volta à terra Santa. Aqui estão os quatro “Cânticos do Servo de Javé”, que falam da expiação prestada por um servo inocente em favor dos seus irmãos pecadores. São profecias messiânicas, que projetam nova luz sobre o sentido do sofrimento que pode recair sobre os justos, que assim prestam satisfação pelos pecados alheios. Estes cânticos é dividido do seguinte modo:
3. Isaias (56-66) – Após o exílio, na época da restauração do povo em sua terra.
Trata de consolar e exortar os judeus recentemente repatriados do exílio. Israel de novo na terra santa constitui uma nova comunidade religiosa; parece, porém, que é infiel à Lei do Senhor; está desanimado dos obstáculos que se opõem à reconstrução do Templo e da Cidade Santa; o profeta fala da Nova Jerusalém

Habacuc – O Ponto principal do seu livro é “Por que o ímpio prevalece contra o justo e insolentemente o oprime?”. O Justo vive pela sua fidelidade.

Ageu – Dá início ao ultimo período dos profetas, o período pós-exilio, que terá uma linguagem de restauração diferente de antes do exílio, onde predominava a censura e ameaça de castigo. Ageu acompanha o povo após o exílio da Babilônia. Diante das ameaças de desânimo, o profeta estimula a reconstrução do templo, dizendo que esta reconstrução é condição da vinda de Javé e do seu reino.

Zacarias – Após a profecia de Ageu aparece Zacarias que se refere a oito visões do profeta que tratam da salvação e da restauração de Israel. Fala de fatos históricos difíceis de se precisar e a ultima parte é como um apocalipse que descreve a gloria de Jerusalém dos últimos tempos.

Malaquias – Significa “meu mensageiro”. O livro consta de seis seções onde se tem o mesmo esquema: o Senhor lança uma afirmação e o povo e os sacerdotes a contestam, mas Deus sustenta. O Profeta anuncia o Dia do Senhor, que purificará sacerdotes e levitas, punirá o mau e concederá ao Justo o triunfo.

Abdias – É o mais curto dos livros proféticos e um dos mais difíceis, foi dirigido contra Edom, povo vizinho de Judá, sob rei Jorã. O livro exalta a justiça e o poder de Javé, que age como defensor do direito.

Joel – Joel apresenta-se como um profeta da esperança. O profeta espera a mudança definitiva anunciada por Jeremias e Ezequiel. Para isso, convida o povo a preparar-se pela penitência e pela oração.

Jonas – É um caso único na literatura pro¬fé¬tica: nunca uti¬liza o substantivo “nabi” (profeta), nem o verbo “profetizar”, nem a fór¬mula do mensageiro; e toda a pregação do profeta se resume em Jn 3,4: “Dentro de quarenta dias Nínive será destruída.” A mensagem fundamental deste livro é a do amor universal de Deus, que faz Jonas sair e anunciar a todos a conversão que Deus pedia. De fato, a aventura de Jonas no ventre do “grande peixe” (Jn 2,1) ficou na imaginação popular e tocou a fantasia dos artistas de diversas épocas.

Ezequiel – No livro encontramos várias visões, ações simbólicas, parábolas e alegorias. É certo que os outros profetas também as empregam, mas em Ezequiel estes processos literários têm aspectos característicos muito especiais. Por meio delas desperta a atenção dos ouvintes e ele mesmo as interpreta. Se centra em cinco grandes eixos: a Vocação para o profetismo; os Oráculos de ameaça contra Judá e Jerusalém; os Oráculos contra as nações; os Oráculos de salvação para Israel e o Novo reino, novo templo e novo culto. Um tema considerado inovador na teologia de Ezequiel é o da responsabilidade individual de cada um, que contrasta com a ideia tradicional da responsabilidade colectiva.

Jeremias – Era o profeta não escrevia. Para isto tinha um “secretário” (Baruc), que registrou os seus oráculos e os leu no templo. A mensagem que Jeremias nos oferece é profundamente espiritual e teológica. Dotado de grande sensibilidade, é um testemunho vivo de homem plenamente apaixonado pela causa de Deus e pela identidade espiritual e religiosa do seu povo. Divide-se em cinco grandes grupos: os Oráculos dirigidos ao povo de Deus; os Oráculos contra as nações estrangeiras; os relatos biográficos de Jeremias; os Oráculos contra as nações estrangeiras e por fim um apêndice.

E amanhã, um pouco mais sobre o livro dos Salmos. Não perca!

Jefferson Evaristo

Pascom – PSF

“Tua Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Salmo 119, 105)

Com a chegada do mês de Setembro, celebramos o Mês da Bíblia. A Paróquia Sagrada Família, junto com a Pastoral da Comunicação, convida todos vocês a participarem de um Estudo Bíblico virtual, onde atualizaremos diariamente nossa página com ensinamentos sobre a Palavra de Deus. Dividiremos esse estudo em três grandes eixos: Introdução, Antigo Testamento e Novo Testamento. O espaço também estará aberto para discussões e fóruns!

 

Falaremos sobre, por exemplo, os meios que hoje disponibilizamos para as novas gerações, influenciadas por muitas propostas e orientações, escutarem a Voz de Deus. Será que nossos encontros jovens favorecem o contato com a Bíblia, seu estudo e oração?

 

 

Vale lembrar que a leitura da Bíblia não deve ser feita apenas no mês de Setembro, mas diariamente! Devemos buscar na Santa Palavra textos para fortalecer a nossa fé e nossa formação, tanto nos momentos de crises e dificuldades como nos momentos de alegria e gratidão.

 

Desde já, rogamos a Deus o envio do Espírito Santo, para que possamos, cada vez mais, entender e absorver o que Deus nos fala. Vamos rezar?
“Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que compreendamos e acolhamos Tua Santa Palavra. Que nós te conheçamos e te façamos conhecer, te amemos e te façamos amar, te sirvamos e te façamos servir, te louvamos e te façamos louvar por todas as criaturas. Faze, ó Pai, que pela leitura da Palavra, os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém!”

 

Patricia  Dario

Pascom – PSF

Viva São José!

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Nesta segunda-feira, dia 19, os fiéis da Paróquia Sagrada Família, em Realengo, participaram da Missa em comemoração ao padroeiro da Igreja Católica.

A celebração foi presidida pelo Padre Jairo Dias, que em seu sermão fez reflexões sobre a devoção e explicando que sua finalidade é transformar os santos em espelhos na caminhada de fé.