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II Semana da Juventude 2013

II Semana da Juventude

II Semana da Juventude

Domingo, 20 de janeiro de 2013

Louvor, adoração, pregações, dinâmicas, um convite a cumprir nosso chamado a ser luz do mundo. Assim será a Semana da Juventude que irá de 20 a 27 de Janeiro. Esperamos por você! Compartilhe, traga seus amigos!

Programação

• 20/01/2013 (Domingo) – Abertura: Peça teatral em todas as Missas, fazendo o convite para participação da semana.

• 21/01/2013 (Segunda) – Palestra “Cristo que chama e a Juventude que responde”

• 22/01/2013 (Terça) – Palestra “A influência das tribos na formação dos Jovens”,

• 23/01/2013 (Quarta) – Palestra “O futuro da humanidade passa pela Família”,

• 24/01/2013 (Quinta) – Palestra “O jovem e a maturidade afetiva”,
• 25/01/2013 (Sexta) – Palestra “Ide e fazei discípulos em todas as nações”,

• 26/01/2013 (Sábado) – Palestra “Eis-me aqui, envia-me”. Será uma mesa redonda com testemunhos vocacionais.

Conto com a presença de todos. Grande abraço.

Atos dos Apóstolos

Atos dos Apóstolos foi o segundo livro inscrito por São Lucas. Dedicou o livro para Teófilo (teós + filos = Amigo de Deus), para mostrar os últimos momentos de Jesus na Terra e o início da Igreja Primitiva.

 Para Lucas, o Antigo Testamento é o tempo de Deus Pai; os Evangelhos, o tempo de Jesus; e de Atos dos Apóstolos em diante, é o tempo do Espírito Santo, isto é, da Igreja (mas a Trindade esteve sempre presente em todos os momentos). Quando Jesus termina sua missão, começa a missão dos Apóstolos e da Igreja de serem testemunhas de Jesus. O projeto de Deus é universal, visa atingir todos os povos: Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da Terra.

 O Antigo Testamento tem por base as doze tribos de Israel, no Novo Testamento terá por base os doze Apóstolos. Pedro é o líder do grupo e aparece sempre em primeiro em todas as atividades importantes da Igreja que nasce.

 Quem guia toda a caminhada da Igreja é o Espírito Santo. Todos estão cheios do Espírito que é derramado em abundância. A Igreja nasce em Pentecostes (At 2), mas Jesus já tinha anunciado (Mt 16, 18).

A partir da vinda do Espírito Santo, os Apóstolos começam a Missão de Anunciar Jesus para todas as pessoas. A partir das missões foram se fundando as primeiras comunidades.

 Algumas características das primeiras comunidades: são perseverantes; seguem o ensinamento dos Apóstolos; eram fraternas, unidas, viviam em comunhão; partiam o pão da Eucaristia e da caridade; assíduos na oração; viviam no temor, isto é, o respeito por Deus; viam e valorizavam os sinais de Deus; partilhavam os bens e a vida; freqüentavam o Templo e as casas; viviam na alegria e na simplicidade; louvavam a Deus; etc…

 No judaísmo eram somente os homens que contavam. Na Igreja que cresce vamos percebendo como é importante a participação das mulheres que vão buscando seu espaço. Elas aparecem rezando (At 1,14); aderindo à Igreja (5,14; 8,12); também são perseguidas (8,3; 9,2); E ajudam a formar a primeira comunidade na Europa (16,11-15), etc.

 A Igreja nasce e cresce em meio a muitos problemas e também dificuldades. Estêvão é o primeiro mártir e um dos sete primeiros diáconos. Ele morre como um justo (a exemplo de Jesus) contemplando a glória de Deus (At 7,55); entregando o espírito a Deus (7,59) e perdoando seus perseguidores (7,60).

O responsável pela morte de Estêvão é um jovem fariseu chamado Saulo. No caminho em direção a Damasco, onde ia prender cristãos, o Senhor lhe aparece. E é a partir daí que toda a sua vida muda. O perseguidor passa a ser perseguido. E torna-se o grande missionário. A ele cabe a evangelização dos gentios (= pagãos). Saul é a forma hebraica do nome. Saulo é em aramaico. E Paulo é em grego, que passa a ser usado a partir de At 13,9.

Uma passagem importante e difícil foi a entrada dos gentios no Cristianismo. A princípio toda a evangelização foi aos judeus e aos poucos a Igreja foi assumindo a sua dimensão universal, aberta a todos os povos, conforme as profecias. Houve dificuldades. Pedro foi quem deu o primeiro passo, depois de receber uma visão de Deus (At 10,1-43). Os gentios também tiveram o seu Pentecostes (10,44-48). Mas alguns judeus queriam impor a eles a circuncisão e toda a Lei do Antigo Testamento.

A comunidade deu muitos títulos a Jesus. Os três principais são: Jesus, que significa Deus salva ou o Salvador; Cristo, é o Messias ou o Ungido ou o Prometido no AT; Senhor, é Kyrios em grego, é nosso Deus! Outros títulos: o Santo, o Servo, o Justo, o Nazareno, o Autor da Vida, a Pedra Angular; o Profeta, o Filho do Homem; o Caminho, o Ressuscitado, etc.

Depois do Concílio de Jerusalém, Lucas passa a dar destaque à atividade missionária de Paulo e suas viagens. Termina com a viagem de Paulo e sua chegada a Roma onde será julgado. Mas Lucas prefere não relatar o martírio de Paulo, prefere que o livro termine com o herói vivo. Jesus continua vivo porque ressuscitou. Paulo continua vivo porque a Igreja cresce e continua sua missão

Agora começa a nossa missão. “Repletos” do Espírito Santo, devemos ler a Bíblia, viver em comunidades, ser testemunhas, assíduos na oração, praticar a caridade – sobretudo com os mais necessitados –, formando uma Igreja alegre e fiel ao projeto de Jesus Cristo! Como os Apóstolos, em nossa Paróquia, estamos em Missão Popular, também para anunciar Jesus. Nossa missão é sermos Teófilos, isto é, os Amigos e Amigas de Deus hoje!

Diego Jerônimo

Catequista e Vice Coordenador Geral da JMJ – PSF

Evangelho Segundo São João

O  Evangelho Segundo São João é o quarto e último evangelho. Na Bíblia vem depois de Lucas e antes dos Atos dos Apóstolos. Sua autoria é tradicionalmente atribuída a João, o “discípulo amado”, irmão de Tiago.

A frase do discípulo quem Jesus amou ou Discípulo amado é usada diversas vezes no Evangelho segundo São João, mas não é encontrado em nenhum dos outros evangelhos sobre Jesus. No Evangelho segundo João, é o Discípulo Amado quem pergunta a Jesus durante a última ceia quem é aquele que o trairá. Mais tarde na crucificação, Jesus diz a sua mãe “mulher, aqui está seu filho” e indica o Discípulo amado na interpretação mais comum. Ao Discípulo Amado diz, “está aqui sua mãe.” Quando Maria Madalena descobre o túmulo vazio, vai dizer ao Discípulo Amado e Simão Pedro. O Discípulo Amado é o primeiro a alcançar o túmulo vazio, mas Simão Pedro é o primeiro a entrar.

A maior parte dos seus relatos é inédita em relação aos outros três evangelhos, o que sugere que o autor tivesse conhecimento do conteúdo deles ao escrever seu livro. Mais da metade deste evangelho é dedicado a eventos da vida de Jesus Cristo e suas palavras durante seus últimos dias. O propósito de João foi inspirar nos leitores a fé em Jesus Cristo como o Filho de Deus. João também dá ênfase à total dependência humana em relação a Deus para a salvação.

A concepção desta obra obedece a uma linha de pensamento teológico coerente e unificadora. Face aos vários esquemas propostos, mostraremos as unidades do conjunto para deixar ver um pouco da sua riqueza e profundidade:

Prólogo (1,1-18): uma solene abertura, que anuncia as ideias mestras.

I. Manifestação de Jesus ao mundo (1,19-12,50), como Messias, Filho de Deus, através de sinais, discursos e encontros. Distinguem-se aqui cinco grandes secções:

1. Primeiro ciclo da manifestação de Jesus: 1,19-4,54. Semana inaugural.

2. Jesus revela a sua divindade: Ele é  Filho, igual ao Pai: 5,1-47

3. Jesus é  Pão da Vida: 6,1-71.

4. Jesus é  luz do mundo: grandes declarações messiânicas por ocasião das festas das Tendas e da Dedicação: 7,1-10,42.

5. Jesus é a vida do mundo: 11,1-12,50.

II. Revelação de Jesus aos seus (13,1-21,25): manifestação a todos como Messias e Filho de Deus através do “Grande Sinal”, por ocasião da sua Páscoa definitiva.

6. A Última Ceia: 13,1-17,26.

7. Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus: 18,1-20,29.

Epílogo (20,30-21,25): dupla conclusão. Aparição na Galileia.

 Particularidades de João

João usa de um material especial para desenvolver seus escritos e possui bons conhecimentos históricos e topográficos. João não está preocupado em mostrar um Jesus “histórico” do ponto de vista moderno, mas seu interesse é levar o leitor, pelos olhos da fé, à raiz dos acontecimentos. Comparando as parábolas vivas e cheias de sinais dos sinóticos com os discursos profundamente teológicos de Jesus no evangelho de João mergulhamos numa realidade onde ele procura revelar as verdades mais secretas e divinas.

Enquanto os sinóticos proclamam o Reino de Deus ou o Reino dos Céus, no escrito joanino a grande revelação é o próprio Jesus, filho legítimo de Deus e ele mesmo Deus.

O quarto evangelho, a princípio tem a mesma estrutura dos evangelhos sinóticos.No entanto, destaca milagres ou aspectos da pregação de Jesus que não são relatados por eles: o início da vida pública de Jesus nas bodas de Cana; a ressurreição de Lázaro; o lava pés; a questão do paráclito; o longo discurso sobre o pão da vida que vem após a multiplicação dos pães; é o único a apresentar as três grandes festas judaicas; Jesus toma posse da fórmula “Eu sou”, que é própria de Deus. O evangelho segundo João é o evangelho mais puro, o mais radical, o mais teológico, com uma cristologia mais desenvolvida que se preocupa em apresentar a divindade de Cristo.

Isso pode ser percebido logo nas palavras iniciais de seu Evanegelho, o chamado Prólogo de São João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.”. Essa máxima teológica é uma das mais importantes de toda a Sagrada Escritura, pois é um dos fundamentos mais básicos de todo o Cristianismo: a certeza de que Jesus é Deus.

Outra característica é o simbolismo, que pertence à própria estrutura deste Evangelho, organizado para revelar tudo o que nele se relata: milagres, diálogos e discursos. Assim, os milagres são chamados “sinais”, porque revelam a identidade de Jesus, a sua glória, o seu ser divino e o seu poder salvador, como pão, luz, vida e ressurreição, em ordem a crer nele; outras vezes são “obras do Pai”, mas que o Filho também faz.

São João nos apresenta uma narrativa evangélica excepcional, repleta de uma profunda teologia. Na Liturgia, não é utilizado em nenhum dos chamados Anos Litúrgicos, mas é utilizado durante os três anos em celebrações festivas, no período quaresmal e em outras festas determinadas.

São João, rogai por nós!

 Fabíola Braz
Catequista e Coordenadora Geral da JMJ – PSF

EVANGELHO DE MATEUS

Hoje iniciamos o estudo sobre os Evangelhos, começando por Mateus. Como apóstolo, Mateus seguiu Jesus, e foi uma das testemunhas da sua Ressureição e Ascenção. O Evangelho segundo Mateus não é o primeiro a ser escrito, mas foi colocado no começo do Novo Testamento (Nova Aliança), porque era o mais apropriado para anunciar a passagem das promessas contidas no Antigo Testamento para a sua realização em Jesus Cristo e por meio d’Ele. Mateus procura mostrar como na pessoa e na obra de Jesus se cumpriram as Escrituras, que falavam profeticamente da vinda do Messias. Em seus relatos, Cristo realiza as Escrituras não só cumprindo o que elas anunciam, mas aperfeiçoando o que elas significam (5,17-20). Assim, os textos neste Evangelho confirmam a fidelidade aos desígnios divinos e, simultaneamente, a novidade da Aliança em Cristo.

De todos os evangelistas, Mateus é aquele que apresenta uma didática mais clara: a Palavra de Jesus é sempre apresentada como resultado de uma ação, e toda ação é sempre ensinamento, anúncio. A comunidade cristã, lendo Mateus, é convidada a olhar para dentro de si mesma, afim de descobrir a presença de Jesus, que ensina a prática da Justiça. Desse modo, a comunidade aprenderá a dizer a palavra certa e a realizar a ação oportuna, no tempo e lugar em que está vivendo.

Mateus é o mais judaico e o mais palestinense de todos os evangelhos, sendo aquele que mais se interessa nas relações de Jesus com a Lei. Ele quer mostrar que Jesus e sua ação realizam tudo o que o Antigo Testamento anunciava, pedia e prometia. Afirma que o cristianismo é ruptura com a religião judaica, cristalizada em formas e vivências que já estavam muito distantes do projeto de Deus revelado em Jesus. Mostra que as comunidades não devem ficar fechadas em si mesmas, mas se abrir para todos, levando a todos os tempos e lugares a palavra e a ação que libertam para a vida nova. É o único evangelista que menciona e Igreja (ecclesia) em seus escritos, enfatizando a sua obediência.

O Evangelho de Mateus nos orienta na construção da comunidade e nos ajuda a romper com padrões ultrapassados para entrar com liberdade e fidelidade no novo paradigma onde todos somos filhos e filhas de Deus. Por estas e outras razões foi considerado desde o século II como o “Evangelho da Igreja”, o mais apropriado para as ações litúrgicas públicas.

Assim, no coração deste Evangelho o discípulo descobre Cristo ressuscitado, identificado com Jesus de Nazaré, o Filho de David e o Messias esperado, vivo e presente na comunidade eclesial.

 

Lucia Ramos – Teóloga (PUC- Rio) e catequista – PSF

Os Livros Proféticos

Este conjunto de livros da Bíblia recebe este nome por terem sido escritos por diversos profetas, homens que ouvindo a voz de Deus, falam em seu nome inspirados pelo Espírito Santo. O profeta não é portanto uma pessoa que prevê o futuro, mas uma pessoa que fala em nome de Deus, que transmite ao povo uma mensagem que é a própria voz de Deus.

Em geral, cada um dos livros que compoem este bloco recebe o nome do profeta que o escreveu ou inspirou os escritos, que foram compilados por seus discípulos. Subdividem-se em profetas menores e profetas maiores, não porque uns sejam mais importantes que outros, mas simplesmente pela extensão de seus escritos. Temos então os profetas maiores com Isaías, Jeremias (que também teria escrito Lamentações), Ezequiel e Daniel. Já no grupo dos profetas menores encontramos os escritos de Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias, além de Baruc. Os escritos deste último profeta não são encontrados nas Bíblias protestantes, como outros livros que vimos no decorrer da semana.

O ponto de partida da vocação profética está numa profunda experiência de Deus. O profeta faz uma leitura dos sinais dos tempos, por isso é que muitas vezes sua mensagem se centra no âmbito social e político. Denunciam os erros do povo e das autoridades: idolatria, misticismo, ritualismo, culto vazio, falsos profetas, sacerdotes infiéis, pecados da monarquia, imoralidade dos comerciantes, avareza e cobiça dos latifundiários… podemos encontrar também escritos sobre conversão e anúncio de esperança, eixos centrais das profecias do Antigo Testamento.

Vejamos agora estes profetas com mais calma.

Lamentações – Coleção de 5 cânticos, que choram a queda da cidade Santo Jerusalém em 587 a.C. No primeiro Cântico, o poeta e a cidade personificada lamentam a destruição de Jerusalém e reconhecem a culpa do povo. No segundo Cântico, o autor lastima a punição de Jerusalém e exorta a cidade à penitencia; Jerusalém pede misericórdia. No terceiro Cântico, se descreve a sua dor diante da desgraça de Jerusalém e sua esperança na Misericórdia divina. O Quarto Cântico nos fala mais uma vez da ruína de Jerusalém. O último tem forma de oração (a Vulgata Latina diz que é o cântico de Jeremias). Implora o auxilio de Deus para a ruína de Jerusalém e prediz a ruína de Edon, povo vizinho de Judá.

Daniel – Em Hebraico significa “Deus é meu Juiz”. Daniel é um hebreu deportado para a Babilônia levado para a corte de Nabucudonosor, onde recebeu o nome de Baltazar. Foi fiel à lei de Deus mesmo em ambiente Pagão, sendo cumulado com dons diversos de sabedoria, se tornando um homem notável. Daniel embaraçava o Rei e os seus sabios, onde o Rei reconhecia direta ou indiretamente a santidade do Deus de Daniel.

Baruc – Foi companheiro, escriba de Jeremias. Acompanhou Jeremias durante a queda da Cidade Santa. É uma coletânea de três peças que supõem o povo de Judá exilado na Babilônia. É característico do livro: o louvor à Sabedoria (especialmente); exortação aos exilados para que não caiam na idolatria do ambiente Babilônico; chamado de atenção para a inércia dos ídolos.

Amós – É o mais antigo dos profetas (780-750). Nasceu em Técoa, aldeia ao Sul de Belém (Judá). Dedicava-se a cuidar de gado (Pastor), sendo chamado por Deus a ser profeta em Israel. Homem simples de linguagem franca e rude, profetizou sobre Jaboatão II – Monarca que tinha lucro na construção das casas, depravação dos costumes, culto idolátrico. Amós censurou os vícios e predisse a salvação para os bons. Falou contra a hipocrisia e a incoerência de vida.

Oséias – Único profeta nascido no reino do Norte. As relações de Javé e Israel são simbolizadas pelo casamento de Oseias, que se casa com uma mulher leviana (Gomer) que o engana e cai na escravidão depois de abandonar Oseias, mas é resgatada poe ele. Significa a união do Senhor com seu povo, violada por Israel pela infidelidade cultuando deuses Cananeus. O centro de seu livro é a imagem do casamento, análoga ao relacionamento de Deus com Israel. É o primeiro livro da Bíblia a usar de forma clara a imagem do amor esponsal.

Miqueias – Profetizou sob Joatã, Acaz e Ezequias, reis de Judá. Miqueias não poupa os gananciosos, os credores sem comparação, os comerciantes fraudulentos, as famílias divididas, os sacerdotes e profetas cobiçosos, os chefes tirânicos, os juizes venais.

Sofonias – Exerceu sua atividade sob o piedoso rei Josias. Censurou o culto de falsos deuses, modas estrangeiras, injustiça sociais. A mensagem principal é o anuncio do dia do Senhor.

Naum – O livro começa por um salmo. Natural de Elcós, cidade desconhecida, trata da queda de Nínive. O salmo descreve a esplendorosa manifestação de Javé, exprime o calor da alma de Israel diante do seu inimigo tenaz, o povo assírio.

Isaias – Era filho de uma família ilustre de Jerusalém erudito poeta e estilista. Foi conselheiro dos reis Joatã, Acaz e Ezequias em uma época de grande infidelidade do povo e da corte. Este livro é atribuído a escola de Isaias. Por suas profecias messiânicas, é considerado o “Evangelista do Antigo Testamento”. Dividide-se em 3 partes:
1- Isaias (1-39) – Supõe-se que é descrita uma condição histórica em que viveu o profeta Isaias. É uma coleção de dizeres, dispostas sem estrita ordem cronológica, contendo notáveis profecias messiânicas. Em (Is 7,10-25) o messias aparece como Emanuel, que nascerá de uma Jovem (Virgem); em (9,1-7) nasce o Menino prometido como “Admirável conselheiro, Deus forte, Pai do século futuro, Príncipe da Paz”. (11,1-9) o trono de Davi floresce e produz um rebento, que é o Messias, este faz descer sobre a terra a plenitude do Espirito do Senhor e cumpre as promessas de restauração da natureza violentada pelo pecado. Por tudo isto é considerado um dos maiores profetas do Antigo testamento.
2- Isaias (40-45) – Exílio da babilônia; de autores anônimos, estes pregaram e escreveram na Babilônia, anunciando aos Israelitas aí deportados a iminente libertação e a volta à terra Santa. Aqui estão os quatro “Cânticos do Servo de Javé”, que falam da expiação prestada por um servo inocente em favor dos seus irmãos pecadores. São profecias messiânicas, que projetam nova luz sobre o sentido do sofrimento que pode recair sobre os justos, que assim prestam satisfação pelos pecados alheios. Estes cânticos é dividido do seguinte modo:
3. Isaias (56-66) – Após o exílio, na época da restauração do povo em sua terra.
Trata de consolar e exortar os judeus recentemente repatriados do exílio. Israel de novo na terra santa constitui uma nova comunidade religiosa; parece, porém, que é infiel à Lei do Senhor; está desanimado dos obstáculos que se opõem à reconstrução do Templo e da Cidade Santa; o profeta fala da Nova Jerusalém

Habacuc – O Ponto principal do seu livro é “Por que o ímpio prevalece contra o justo e insolentemente o oprime?”. O Justo vive pela sua fidelidade.

Ageu – Dá início ao ultimo período dos profetas, o período pós-exilio, que terá uma linguagem de restauração diferente de antes do exílio, onde predominava a censura e ameaça de castigo. Ageu acompanha o povo após o exílio da Babilônia. Diante das ameaças de desânimo, o profeta estimula a reconstrução do templo, dizendo que esta reconstrução é condição da vinda de Javé e do seu reino.

Zacarias – Após a profecia de Ageu aparece Zacarias que se refere a oito visões do profeta que tratam da salvação e da restauração de Israel. Fala de fatos históricos difíceis de se precisar e a ultima parte é como um apocalipse que descreve a gloria de Jerusalém dos últimos tempos.

Malaquias – Significa “meu mensageiro”. O livro consta de seis seções onde se tem o mesmo esquema: o Senhor lança uma afirmação e o povo e os sacerdotes a contestam, mas Deus sustenta. O Profeta anuncia o Dia do Senhor, que purificará sacerdotes e levitas, punirá o mau e concederá ao Justo o triunfo.

Abdias – É o mais curto dos livros proféticos e um dos mais difíceis, foi dirigido contra Edom, povo vizinho de Judá, sob rei Jorã. O livro exalta a justiça e o poder de Javé, que age como defensor do direito.

Joel – Joel apresenta-se como um profeta da esperança. O profeta espera a mudança definitiva anunciada por Jeremias e Ezequiel. Para isso, convida o povo a preparar-se pela penitência e pela oração.

Jonas – É um caso único na literatura pro¬fé¬tica: nunca uti¬liza o substantivo “nabi” (profeta), nem o verbo “profetizar”, nem a fór¬mula do mensageiro; e toda a pregação do profeta se resume em Jn 3,4: “Dentro de quarenta dias Nínive será destruída.” A mensagem fundamental deste livro é a do amor universal de Deus, que faz Jonas sair e anunciar a todos a conversão que Deus pedia. De fato, a aventura de Jonas no ventre do “grande peixe” (Jn 2,1) ficou na imaginação popular e tocou a fantasia dos artistas de diversas épocas.

Ezequiel – No livro encontramos várias visões, ações simbólicas, parábolas e alegorias. É certo que os outros profetas também as empregam, mas em Ezequiel estes processos literários têm aspectos característicos muito especiais. Por meio delas desperta a atenção dos ouvintes e ele mesmo as interpreta. Se centra em cinco grandes eixos: a Vocação para o profetismo; os Oráculos de ameaça contra Judá e Jerusalém; os Oráculos contra as nações; os Oráculos de salvação para Israel e o Novo reino, novo templo e novo culto. Um tema considerado inovador na teologia de Ezequiel é o da responsabilidade individual de cada um, que contrasta com a ideia tradicional da responsabilidade colectiva.

Jeremias – Era o profeta não escrevia. Para isto tinha um “secretário” (Baruc), que registrou os seus oráculos e os leu no templo. A mensagem que Jeremias nos oferece é profundamente espiritual e teológica. Dotado de grande sensibilidade, é um testemunho vivo de homem plenamente apaixonado pela causa de Deus e pela identidade espiritual e religiosa do seu povo. Divide-se em cinco grandes grupos: os Oráculos dirigidos ao povo de Deus; os Oráculos contra as nações estrangeiras; os relatos biográficos de Jeremias; os Oráculos contra as nações estrangeiras e por fim um apêndice.

E amanhã, um pouco mais sobre o livro dos Salmos. Não perca!

Jefferson Evaristo

Pascom – PSF

“Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça ” (2Tm 3,16)

Setembro é o mês da Bíblia. Este mês foi escolhido pela Igreja porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (ele nasceu no ano de 340 e faleceu em 4 20 dC).

São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja.

A Bíblia é hoje o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e que está em quase todas as casas. Serve de “alimento espiritual” para a Igreja e para as pessoas e ajuda o povo de Deus na sua caminhada em busca de construir um mundo melhor.
“Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça ” (2Tm 3,16). A Bíblia foi escrita por pessoas chamadas e escolhidas por Deus e que foram inspiradas através do Espírito Santo. Ela revela o projeto de Deus para o mundo; serve para que todos possamos crescer na fé e levar uma vida de acordo com o projeto de Deus. Por isso, ela é a grande “Carta de Amor” de Deus à Humanidade. A Palavra de Deus nos revela o rosto de Deus e seu mistério. Ela é a história do Deus que caminhou com seu povo e do povo que caminhou com seu Deus.
Daniele
Pascom – PSF

“Tua Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Salmo 119, 105)

Com a chegada do mês de Setembro, celebramos o Mês da Bíblia. A Paróquia Sagrada Família, junto com a Pastoral da Comunicação, convida todos vocês a participarem de um Estudo Bíblico virtual, onde atualizaremos diariamente nossa página com ensinamentos sobre a Palavra de Deus. Dividiremos esse estudo em três grandes eixos: Introdução, Antigo Testamento e Novo Testamento. O espaço também estará aberto para discussões e fóruns!

 

Falaremos sobre, por exemplo, os meios que hoje disponibilizamos para as novas gerações, influenciadas por muitas propostas e orientações, escutarem a Voz de Deus. Será que nossos encontros jovens favorecem o contato com a Bíblia, seu estudo e oração?

 

 

Vale lembrar que a leitura da Bíblia não deve ser feita apenas no mês de Setembro, mas diariamente! Devemos buscar na Santa Palavra textos para fortalecer a nossa fé e nossa formação, tanto nos momentos de crises e dificuldades como nos momentos de alegria e gratidão.

 

Desde já, rogamos a Deus o envio do Espírito Santo, para que possamos, cada vez mais, entender e absorver o que Deus nos fala. Vamos rezar?
“Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que compreendamos e acolhamos Tua Santa Palavra. Que nós te conheçamos e te façamos conhecer, te amemos e te façamos amar, te sirvamos e te façamos servir, te louvamos e te façamos louvar por todas as criaturas. Faze, ó Pai, que pela leitura da Palavra, os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém!”

 

Patricia  Dario

Pascom – PSF

Alegrem-se todos, rejubilem em festa: hoje vos nasceu o Salvador, que é o Cristo Senhor!

Mais uma vez, centenas de fieis se reuniram para celebrar o nascimento de Jesus em nossa Igreja, lotada. Era a celebração de uma das datas mais importantes do nosso ano litúrgico, o nascimento do nosso salvador. Durante a homília, o Padre Jairo frisou a certeza histórica do nascimento de Jesus, fato marcado por uma data, um lugar, uma realidade concreta. “Jesus não é um et, ele não veio prontinho do céu. Ele nasceu homem, o divino se fez homem”, disse o padre, já adiantando o evangelho do dia seguinte, que abordaria a face divina do nascimento de Jesus, encarnação do Verbo de Deus.

Na 1º leitura, vemos o anúncio de um menino, descendente de David, que acabará com o sofrimento e iniciaráuma era de alegria e paz sem fim. Na 2º leitura, um clamor para que sejamos comprometidos com Cristo, identificados com sua vida, porque Ele nos ama verdadeiramente. Finalmente, no Evangelho, se realiza a promessa de Deus: nasce o “menino de Belém”, nasce o nosso Salvador. Foi na simplicidade de um estábulo, cercado por animais, que Jesus veio a nós. O nosso Rei e Salvador nasceu na humildade, para nos ensinar a sermos humildes.

Juntemo-nos aos anjos dos céus e engrossemos o louvor da corte celeste que proclama:

“Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”.

 

Jefferson Evaristo
Pascom – P.S.F

Liturgia Diária

Sábado, 2 de Abril de 2011
3ª Semana da Quaresma

Primeira leitura (Oséias 6,1-6)

Leitura da Profecia de Oséias.

1“Vinde, voltemos para o Senhor, ele nos feriu e há de tratar-nos, ele nos machucou e há de curar-nos. 2Em dois dias, nos dará vida, e, ao terceiro dia, há de restaurar-nos, e viveremos em sua presença. 3É preciso saber segui-lo para reconhecer o Senhor. Certa como a aurora é a sua vinda, ele virá até nós como as primeiras chuvas, como as chuvas tardias que regam o solo”.
4Como vou tratar-te, Efraim? Como vou tratar-te, Judá? O vosso amor é como nuvem pela manhã, como orvalho que cedo se desfaz. 5Eu os desbastei por meio dos profetas, arrasei-os com as palavras de minha boca, mas, como luz, expandem-se meus juízos;6quero amor, e não sacrifícios, conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo (Salmos 50)

— Eu quis misericórdia e não o sacrifício!
— Eu quis misericórdia e não o sacrifício!

— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!
— Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holo­causto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não despre­zeis um coração arrependido!
— Sede benigno com Sião, por vossa graça, reconstruí Jerusalém e os seus muros! E aceitarás o verdadeiro sacrifício, os holo­caustos e oblações em vosso altar!

Evangelho (Lucas 18,9-14)

Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10“Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’.
13O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’ 14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

Fonte: Canção Nova

 

Liturgia Diária

Quarta-feira, 30 de março de 2011

3ª Semana da Quaresma

Primeira leitura (Deuteronômio 4,1.5-9)

Leitura do Livro do Deute­ronômio.

Moisés falou ao povo, dizendo: 1“Agora, Israel, ouve as leis e os decretos que eu vos ensino a cumprir, para que, fazendo-o, vivais e entreis na posse da terra prometida que o Senhor Deus de vossos pais vos dará. 5Eis que vos ensinei leis e decretos conforme o Senhor meu Deus me ordenou, para que os pratiqueis na terra em que ides entrar e da qual tomareis posse.
6Vós os guardareis, pois, e os poreis em prática, porque neles está vossa sabedoria e inteligência perante os povos, para que, ouvindo todas as leis, digam: ‘Na verdade, é sábia e inteligente esta grande nação!’ 7Pois, qual é a grande nação cujos deuses lhe são tão próximos quanto o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos? 8E que nação haverá tão grande que tenha leis e decretos tão justos, quanto esta lei que hoje vos ponho diante dos olhos? 9Mas toma cuidado! Procura com grande zelo não te esqueceres de tudo o que viste com os próprios olhos, e nada deixes escapar do teu coração por todos os dias de tua vida; antes, ensina-o a teus filhos e netos”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Salmo (Salmos 147)

— Glorifica o Senhor, Jerusalém!
— Glorifica o Senhor, Jerusalém!

— Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou.
— Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz. Ele faz cair a neve como lã e espalha a geada como cinza.
— Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos e suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos. 

Evangelho (Mateus 5,17-19)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17“Não pen­seis que vim abolir a Lei e os Profetas”. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da lei, sem que tudo se cumpra.

19Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

Fonte: Canção Nova.